More Website Templates @ TemplateMonster.com - December 16, 2013!

Perguntas mais frequentes sobre Alcoolismo e Tabagismo

 

1. Porque alguns conseguem e outros não conseguem parar de fumar?

Porque a dependência química da nicotina varia de intensidade. São fracosa dependentes da nicotina 20% da população, 30% tem dependência mais elevada, 30% superior a média, 15% muito forte e 5 % tem fortíssima dependência. Esta é uma das razões de que parar de fumar pode ser mais difícil para alguns.

2. Como posso saber se sou fraco ou forte dependente de nicotina?

De maneira rápida, quanto maior o tempo do acordar até o primeiro cigarro, maior a dependência química. Uma hora de espera sugere fraca dependência e acordar a noite para fumar sugere fortíssima dependência. O número de cigarros também nos indica a dependência dq nicotina: menos de vinte cigarros é igual a fraca dependência e mais de 30 ou 40 cigarros uma forte dependência.

3. Qual outra dependência existe?

Existe também a dependência comportamental. Você fuma há 20 anos e tem o hábito de faze-lo constantemente após o café, após sexo, após a cerveja. Isto também é difícil de se quebrar o hábito. Também pode estar relacionado com o lado psicológico, pois quantas vezes ouvimos que a pessoa ficou nervosa e voltou a fumar.

4. É verdade que quem fuma mais é o menos orientado?

Realmente, o analfabeto fuma mais do que quem cursou o nível primário, que fuma mais do quem fumou o nível secundário e que fuma mais do que o nível universitário. Estudantes de medicina estão fumando bem menos do que a média da população, mas ainda encontramos médicos que fumam e são grandes dependentes da nicotina.

5. Há algum outro fator que propicia problemas somado ao tabagismo?

Morre mais obeso fumante do que magro fumante, seguido de gordo não fumante , seguido por último de magro não fumante. Quem lembra do apresentador de televisão do programa X TUDO, obeso fumante de 40 cigarros por dia, que não se encontra mais entre nós. Excelente programa este, o X TUDO.

6. Por que nos Estados Unidos os fumantes doentes ganham ações milionárias contra as industrias tabaqueiras, e no Brasil não?

Por que a justiça americana sabe que as industrias já sabiam que a nicotina do tabaco era uma droga viciante, e insistiram na produção do cigarro. Sabem que o vício do tabaco é uma doença (dependência de nicotina – com código internacional das doenças = CID F 17.2). A justiça brasileira diz que você fuma por que quer, e ainda não considera o tabagismo uma doença de dependência de tabaco produzido por quem já sabia que a nicotina era o vilão da história.
Frases dos anais das industrias produtoras do tabaco na década de 50:
• “Nosso negócio é vender cigarro com nicotina, por que dá dependência.”
• “Nosso negócio é vender cada vez mais cigarro com nicotina forte, pois cigarros fortes causam mais dependência”
• “O sucesso comercial é maior quanto maior for a dependência da nicotina”

7. O Brasil produz tabaco, não produz?

O Brasil é um dos maiores produtores de tabaco, no Rio Grande do Sul, inclusive produzindo o tabaco Y1, com 3 vezes mais nicotina, exportado para 20 países. Este tabaco vicia mais do que os demais.

8. Ouvi dizer que há uma genética no ato de fumar. É verdade?

O que é verdade é que se seu pai ou mãe for forte dependente da nicotina, você , se fumar, poderá ter uma dependência semelhante. Não quer dizer que se seu pai fuma você tem tendência a ser fumante, mas sim se você começar a fumar, o nível de dependência será semelhante.

9. Existe realmente este papo de tabagismo passivo?

Tanto existe que acabei de publicar um trabalho sobre a dosagem de cotinina (derivado na nicotina) na urina de crianças de 0 a 5 anos de idade atendidas no pronto socorro do Hospital Universitário, e verificamos que 24% destas crianças tem cotinina na urina. São 50% os lares com adultos fumantes, e 24 % das crianças tinham tido contato íntimo com a fumaça do cigarro dos pais nas últimas 24 horas, antes de irem ao pronto socorro.
Esposas não fumantes de maridos fumantes tem 20% de chance a mais de infartar do que esposas não fumantes de maridos não fumantes. O mesmo ocorre a chance de terem câncer de pulmão.

ENVIE A SUA

Dr. João Paulo Becker Lotufo
Membro da Sociedade Brasileira de
Pediatria - SBP.
Responsável pelo Ambulatório e Projeto Antitabágico do Hospital Universitário/USP.
Responsável pelo Projeto Dr Bartô e os Doutores da Saúde.

ENVIE SUA PERGUNTA OU DÚVIDA PARA
jlotufo@hu.usp.br ou siga nas redes sociais:

google-plus-logo